Pioneira na contratação de pessoas migrantes e refugiadas, a FIASUL Indústria de Fios foi homenageada e apresentou sua experiência no acolhimento de trabalhadores internacionais durante o III Fórum de Diversidade, Equidade e Inclusão das Cooperativas do Paraná, realizado nesta sexta-feira (26), em Curitiba. Promovido pelo Sistema Ocepar, por meio do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo no Paraná (Sescoop/PR), em parceria com a Associação Brasileira de Treinamento e Desenvolvimento (ABTD), o encontro reuniu lideranças, especialistas e profissionais de gestão de pessoas para compartilhar experiências e discutir estratégias voltadas à construção de ambientes de trabalho inclusivos, equitativos e diversos.

A participação da FIASUL na programação oficial e a homenagem recebida durante o evento evidenciam o reconhecimento conquistado pela empresa ao longo de uma trajetória construída com respeito às diferenças, valorização das pessoas e compromisso com a inclusão. Atualmente, 40% do quadro de colaboradores da FIASUL é formado por migrantes internacionais, resultado de uma política de gestão de pessoas que transformou a diversidade em um dos pilares do desenvolvimento da empresa.

Representando a FIASUL, a gerente de Gestão de Pessoas, Karen Regina Brinker, apresentou o case “Acolhimento de Migrantes”, tendo como eixo central o projeto “Um Lugar para Recomeçar”, iniciativa desenvolvida para oferecer condições reais de integração a trabalhadores que deixaram seus países em busca de segurança, oportunidades e uma nova perspectiva de vida.

Durante a apresentação, Karen destacou que o projeto nasceu da compreensão de que migrar envolve desafios que vão muito além da inserção no mercado de trabalho. Aprender um novo idioma, compreender uma cultura diferente, reorganizar a vida familiar e reconstruir vínculos fazem parte da jornada de quem recomeça em outro país. Diante dessa realidade, a FIASUL estruturou um modelo de acolhimento que acompanha o trabalhador desde sua chegada, criando condições para que ele encontre estabilidade, pertencimento e oportunidades de desenvolvimento.

O projeto “Um Lugar para Recomeçar” reúne ações de integração, acolhimento, acompanhamento das famílias, adaptação ao ambiente de trabalho, fortalecimento da comunicação entre diferentes nacionalidades, treinamentos acessíveis e acompanhamento contínuo da evolução dos colaboradores. A iniciativa consolidou uma cultura organizacional em que a diversidade deixou de ser apenas um conceito para se tornar parte da identidade da empresa.

Karen também destacou que essa construção foi possível graças ao trabalho em rede. O projeto conta com parceiros estratégicos, entre eles a Embaixada Solidária, responsável pelo acompanhamento social das famílias migrantes, e o Sistema Fiep, por meio do programa Indústria Acolhedora, que fortalece a inclusão de pessoas migrantes e refugiadas na indústria paranaense. A articulação entre empresas, organizações sociais e instituições tornou-se um dos pilares do sucesso da iniciativa.

Ao compartilhar sua experiência com representantes de cooperativas e organizações de diferentes regiões do Estado, a FIASUL demonstrou que investir na diversidade também significa fortalecer equipes, ampliar a inovação e construir ambientes de trabalho preparados para os desafios de um mercado cada vez mais multicultural.

A homenagem recebida durante o Fórum reforça o reconhecimento à trajetória da empresa e ao impacto das ações desenvolvidas ao longo dos últimos anos. O convite para integrar a programação de um dos principais eventos paranaenses sobre diversidade, equidade e inclusão confirma que o projeto “Um Lugar para Recomeçar” ultrapassou os limites da empresa e passou a inspirar outras organizações interessadas em transformar o acolhimento em uma estratégia permanente de gestão de pessoas.

Ao final da apresentação, a experiência da FIASUL deixou uma mensagem clara aos participantes do Fórum: quando empresas investem em acolhimento, respeito e oportunidades, transformam não apenas a vida de quem recomeça em um novo país, mas também fortalecem sua própria cultura organizacional, ampliam sua capacidade de inovar e contribuem para uma sociedade mais justa, diversa e humana.

Fiasul
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